O #projetearte surgiu como um movimento que pretende engajar as pessoas a levarem arte umas as outras, através da projeção de conteúdos artísticos, disponíveis gratuitamente via internet, nos locais as quais estão inseridas e, criar uma rede de fomentadores que se preocupem que a arte chegue até suas comunidades, utilizando equipamentos próprios e que divulguem também gratuitamente.

Através dos conteúdos aqui disponíveis nos links abaixo, é possível para qualquer um com um projetor acessa-lo e projeta-lo na parede do prédio vizinho, na casa da frente, no escritório ao lado assim transformando sua vizinhança em uma galeria a céu aberto, podendo ser vista, gratuitamente, por todos que estão ao seu redor.

Além de engajar as pessoas a conhecerem mais sobre arte, e criar novos “galeristas virtuais”, é uma grande maneira de divulgar os artistas além das fronteiras a que normalmente estão restritos: a barreira física está superada, pois seja em São Paulo ou em Londres, o conteúdo está disponível para ser projetado.

Semanalmente estarão disponíveis novos conteúdos, de até 15 minutos, dentre eles vídeo-exposições, performances e vídeo-arte sendo que, o #projetearte selecionará 5 locais de grande adensamento populacional durante determinados períodos para também realizar as projeções, incentivando ainda mais que as pessoas também façam parte desse movimento.

Lembrando sempre que o intuito é que o conteúdo seja visto sem as pessoas saírem de casa, através de portas, janelas, do link do site, redes sociais e afins evitando aglomerações nesse período de pandemia.

COMO PARTICIPAR DESSE MOVIMENTO?

Você basicamente pode participar de três maneiras:

1 – Acompanhando nosso calendário de exposições por aqui ou pelas redes sociais e acessando assim que o conteúdo estiver disponível;

2 – Sendo um galerista virtual! Caso você possua um equipamento de projeção, disponibilizaremos o conteúdo simultaneamente para você projetar junto conosco em uma parede vizinha, no prédio da frente, na porta de casa e assim poder levar arte para o entorno de sua casa;

3 – Ficando de olho nos locais que realizaremos as projeções e caso você more pelo entorno poderá ver da sua janela, do seu portão, etc.

EXPOSIÇÃO ATUAL

FRANCISCO ROSA | TRANSUBSTANCIAÇÃO EM PARÁFRASE | 11 DE JULHO

O ARTISTA

Francisco Rosa
Viçosa, MG, 1974

É um artista contemporâneo, suas pinturas tem personalidade única, suas performances são chocantes e emotivas e é conhecido no mundo da arte principalmente pelas suas esculturas características em arame.

A EXPOSIÇÃO

EM BREVE

INFORMAÇÕES

PROJEÇÃO OFICIAL:

DATA DA PROJEÇÃO:  11 de Julho
HORÁRIO DA PROJEÇÃO: 20:00 ás 20:15

LOCAIS DAS PROJEÇÕES:

1 – BECO DO BATMAN
Rua Gonçalo Afonso, S/N –Vila Madalena, São Paulo | SP

EXPOSIÇÕES EM CARTAZ

LEIGA | BUBBLES | 03JUL

Leiga
Guarulhos, SP, 1975

Natural de Guarulhos, Jack Neto a.k.a. Leiga, é artista visual e começou sua trajetória na pichação, em 1996. No graffiti, iniciou-se em 1999. Formado em design gráfico pela Escola Panamericana de Arte e Design, atua em diversas áreas de criação: streetart, moda, ilustração, graffiti e artes plásticas, customização e mídias digitais.

Com forte apelo no mundo lúdico, seu trabalho artístico – apelidado como BUBBLES – mescla elementos concretos e abstratos misturando fontes tradicionais, letras de graffiti e formas geométricas.

Desenvolve propostas visuais abstratas na qual o expectador cria suas próprias ilusões sobre a arte. Tem como objetivo fazer com que o expectador mergulhe em seus sonhos e se transporte em meio as cores e formas para uma nova realidade.

A EXPOSIÇÃO

A exposição Bubbles é a junção de todas as experiências que o artista vem tendo em sua vida: um pouco de pixo, bomb, tipografia, geometria e formas orgânicas. São propostas visuais abstratas na qual o espectador cria suas próprias ilusões sobre a arte fazendo com que as pessoas mergulhem em seus sonhos e se transportem em meio a cores e formas para uma nova realidade.

INFORMAÇÕES

PROJEÇÃO OFICIAL:

DATA DA PROJEÇÃO:  03 de Julho
HORÁRIO DA PROJEÇÃO: 20:00 ás 20:15

LOCAIS DAS PROJEÇÕES:

1 – BECO DO BATMAN
Rua Gonçalo Afonso, S/N –Vila Madalena, São Paulo | SP

MONICA PAES | CHIAROSCURO | 27JUN

Monica Paes
São Paulo, SP, 1975

​Monica Paes é graduada em Psciologia e Direito. Atualmente trabalha em uma empresa de entretenimento, tendo sua atividade profissional voltada para os números e contratos. Nos últimos 10 anos, o seu contato com as artes se intensificou, onde desde então iniciou seus estudos de fotografia de forma individual, com o tempo sentiu a necessidade de trocar experiências e passou a realizar alguns cursos no: MAM-SP, MOMA “Seeing Through Photographs”, MUBE, CEI (Centro de Estudos Madalena). Há cerca de 5 anos, iniciou seu projeto de fotografia autoral.

Há cerca de 2 anos, foi convidada pelo Fotografo André Cunha, para atuar como sua curadora no projeto “Santuário”, que agora em 2018 terá sua primeira exposição individual, o lançamento do seu livro, e uma participação junto com sua galeria na AIPAD – 2018.

A EXPOSIÇÃO

Chiaroscuro nasceu em 2019, quando Monica iniciou seus estudos sobre as questões de gênero e teve o grande prazer de conhecer a Drag Queen brasileira, Rita Von Hunty (Guilherme Terreri), hoje seu (a) grande amigo (a), e fonte de inspiração deste trabalho.

Rita é hoje uma Drag conhecida por suas aulas e palestras: uma marxista apaixonada pelo que faz que acredita que educação, cultura e arte são a força motriz para a construção de um país evoluído. Com ela, a fotógrafa teve a oportunidade de conhecer e ver um outro lado das Drag Queens, o lado Humano.

Entre uma conversa e outra, o interesse de Monica pela arte das Drags foi crescendo, a curiosidade aumentando até que um dia, Rita a levou para conhecer um grupo de Drag Queens Brasileiras que estavam encenando uma peça de teatro;

SIM, não era um show erótico em uma casa noturna, mas um palco de teatro onde podiam mostrar a sua arte revelando os seus traumas. Neste dia Monica percebeu que suas formas de arte formavam um par perfeito.

Chiaroscuro é um trabalho totalmente voltado a exaltar a arte Drag brasileira e seus personagens através de Alexia Twister, Mercedez Vulcão e Thelores e colocar esta forma de arte e essas (e) artistas onde elas (e) merecem estar: no palco da vida de todos nós.

INFORMAÇÕES

PROJEÇÃO OFICIAL:

DATA DA PROJEÇÃO:  27 de Junho
HORÁRIO DA PROJEÇÃO: 20:00 ás 20:15

LOCAIS DAS PROJEÇÕES:

1 – BECO DO BATMAN
Rua Gonçalo Afonso, S/N –Vila Madalena, São Paulo | SP

PAULO LEITE | TRIBUTO À DIVERSIDADE | 19JUN

Paulo Leite
Rio de Janeiro, RJ, 1949

Com um brinquedo presenteado pelo pai, Laboratório Fotográfico Juvenil, inicia-se aos 12 anos na fotografia e no processo mágico da revelação. Imprime por contato negativo 6×9 em papel comum, emulsionado e exposto ao sol. Tem essa imagem enquadrada e preservada até hoje.

Faz fotos com uma Kodak Brownie Six 20 da família. Usa uma Kodak Twin Lens Reflex 4×4  dos primos para fotografar cenas domésticas. No escritório de um tio, passa horas vendo fotografias das revistas Life. Sem que à época se desse conta disso, as reportagens e ensaios com grandes profissionais, além do projeto gráfico da publicação, certamente foram decisivos para o seu encantamento e opção pela fotografia.

Cursa eletrônica na Escola Técnica Nacional, estagia e trabalha na Companhia Telefônica Brasileira. Começa a fotografar e revelar seus filmes com amigos da escola.

Estuda biologia no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, até 1974, quando abandona o curso para dedicar-se inteiramente ao ofício de fotógrafo.

Participa do curso de formação em fotografia com Georges Racz no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, projeto coordenado por Roberto Pontual.

O Jornal do Brasil, a revista Realidade, a Enciclopédia Life de Fotografia, o curso do MAM e o cinema, além dos acontecimentos no Brasil e no mundo, são fundamentais na opção pela profissão.

Entra para a revista Manchete em 1974, num processo de seleção em que inicialmente participavam 600 candidatos. Cerca de dez fotógrafos são contratados para o 1º Curso Bloch de Comunicação. Profissionais consagrados da grande imprensa são convidados para dar aulas no projeto.

Trabalha, como contratado, nas equipes dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Folha de S.Paulo e revista IstoÉ.

É colaborador das revistas Bravo!, República, Carta Capital, Veja, Visão e Quatro Rodas, entre outras publicações.

A partir do final dos anos 1980, participa de projetos institucionais importantes como a Revista Goodyear e o jornal Clã, da mesma empresa. Trabalham na equipe Edu Simões, Geraldo Mayrink, Rosangela Petta, Miguel Paiva, A. Assaoka, Célia Cambraia, entre outros.

Fotografa para outras publicações institucionais como Revista Unibanco, Unibanco Seguros, entre outras.

Fotografa para reportagens, ensaios, retratos e fotografia industrial. Viaja para a revista Repórter AJB – Especial Pantanal, do Jornal do Brasil, projeto de Sérgio Buarque de Gusmão e Hélio de Almeida.

Trabalha a RMC – Roberto Muylaert Comunicações para as editoras Cortez e FTD.

Fotografa para relatórios e publicações ligadas ao terceiro setor no Instituto Unibanco, Diretoria de Desenvolvimento Sustentável do Banco Real e Instituto Hedging-Griffo, além de outras instituições.

De 2002 a 2016 fotografa projetos apoiados pelo Instituto C&A de Desenvolvimento Social no Brasil.

Desenvolve trabalhos pessoais, paralelos aos profissionais, na área da documentação e outras vertentes da fotografia. Expõe e comercializa seu acervo pessoal.

Ao longo de quase quarenta anos forma uma biblioteca fotográfica expressiva inaugurada com a Enciclopédia Life de Fotografia (coleção de 17 volumes) presenteada pelo pai nos anos 1970.

Desde 2016 sua biblioteca (por volta de mil volumes) está com o Instituto Moreira Salles, na Av. Paulista, podendo ser pesquisada e consultada pelo grande publico.

A EXPOSIÇÃO

“Tributo à Diversidade” é uma vídeo exposição documental em homenagem ao legado do fotógrafo Paulo Leite e ao mês da Diversidade, criada a partir de imagens captadas durante as Paradas do Orgulho LGBT de São Paulo pelo próprio artista.

INFORMAÇÕES

PROJEÇÃO OFICIAL:

DATA DA PROJEÇÃO:  19 de Junho
HORÁRIO DA PROJEÇÃO: 20:00 ás 20:15

LOCAIS DAS PROJEÇÕES:

1 – CABARET DA CECILIA
Rua Fortunato, 35 – Santa Cecília, São Paulo | SP

2 – MINHOCÃO
Elevado Presidente João Goulart – Santa Cecília, São Paulo | SP

WILLIAM BAGLIONE | EATING STARS | 12JUN

William Baglione
São Caetano do Sul, SP, 1976

Filho de uma família descendente de italianos, cresceu no Parque São Lucas, Zona Leste de São Paulo. Sua maior fonte de referência é o movimento punk, principalmente a agressividade visual, o interesse pelo grosseiro e ofensivo, a ressignificação em contextos bizarros, a crítica social, o desprezo pelas ideologias políticas e morais, a música e a independência do movimento em propagar suas ideias utilizando seus próprios materiais de divulgação: os posters e fanzines.

As mulheres, comumente presentes em seu trabalho, são reflexo dessa cultura subversiva, associadas ao erotismo e a sedução, parte do pensamento Do It Yourself e sem amarras. Elas sustentam os valores anti-machismo, anti-homofobia, anti-fascismo, o amor livre, as anti-lideranças, a liberdade individual, o autodidatismo, a iconoclastia, o anti-andrógenos e o cosmopolismo, centrais desse movimento. Incorpora também muito do visual New Wave, com forte impacto visual, como os tons fluorescentes e o estilo over da época.

Os cenários que cria para suas produções estão inseridos em um mundo sem regras, sem limites, algo um tanto quanto onírico, chamado pelo artista de Chante Nightz. Em suas palavras, seu trabalho remete a um filme B europeu, onde sua fotografia funciona como um frame de um longa-metragem tendo a ambição de provocar sensações, questionamentos e estranheza chamando o espectador para o seu mundo.

A EXPOSIÇÃO

Da grande referência Pop que o artista William Baglione tem como influência em sua trajetória, Eating Stars é um deleite visual da ironia e do bom humor. A direção de arte desta série de trabalhos abusa e é abusado por objetos do cotidiano sem valor aparente: confeitos de cupcake, frutas, doces, fósforos e os mais inusitados achados, protagonizam com bocas e olhos femininos.

A mistura da realidade com o sonho, utiliza a fotografia como imagética de seu mundo sem regras e sem limites muitas vezes um tanto quanto sublime. Através do feminino, o artista suaviza esse mundo e torna palpável utilizando-se de algo que para o espectador é uma referência natural do belo.

INFORMAÇÕES

PROJEÇÃO OFICIAL:

DATA DA PROJEÇÃO:  12 de Junho
HORÁRIO DA PROJEÇÃO: 20:00 ás 20:15

LOCAIS DAS PROJEÇÕES:

1 – CABARET DA CECILIA
Rua Fortunato, 35 – Santa Cecília, São Paulo | SP

2 – MINHOCÃO
Elevado Presidente João Goulart – Santa Cecília, São Paulo | SP

DANIEL TAVEIRA | ORIGEM: ETHIOPIA | 05JUN

Daniel Taveira
Tocantinópolis, TO, 1983

Em 2010, cursando Mestrado em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, muda-se para o Mexico onde conhece a fotógrafa Nadine Markova e se torna seu discípulo.

Estudando fotografia sob a tutela de Markova, começa a perseguir o momento decisivo, “onde suas lentes captariam a singularidade  do cotidiano através da luz, cores, formas, expressões e principalmente emoções”.

Seus retratos são representações pródigas da diversidade humana; suas paisagens e fotografias urbanas, prístinas em técnicas, abundantes, cheias de cores e formas.

Taveira já exibiu seus trabalhos em grandes centros internacionais públicos e privados e organizações tais como: Centro Cultural  y Social Veracruzano, Cidade do México, MÉXICO 2014; House of Art Gallery, Fort Lauderdale, Fla, EUA 2016; Museo de Arte Sacro de Querétaro, MÉXICO 2016; Museu de Arte Sacra de São Paulo, BRASIL 2017; Museu de Arte Sacra de Campinas, São Paulo, BRASIL 2017; ArtBrazil 2016 e 2017, Fort Lauderdale/ Miami, Florida, EUA; SPECTRUM Miami Art Show, Florida, EUA, 2017; Museu da Diversidade de São Paulo, BRASIL 2018; Art & Design Gallery, Miami, Florida, EUA 2018; Museu de História e Folclore, Olympia, São Paulo, BRASIL 2018; Indian Photo Festival, Hyderabad, INDIA 2018; Concrete Space, Miami, USA 2018; Galeria Cafe, Rio de Janeiro, BRASIL 2017 e 2018; Fundação Cultural de Palmas, Palmas, BRASIL 2017 e 2018; Instituto Nacional de Antropologia y Historia, Aeroporto internacional da Cidade do México, Terminal II, MÉXICO 2018/2019; Museo Regional de Tlaxcala – INAH, Tlaxclala, México 2019; Museo Nacional de las Culturas del  Mundo – INAH, Cidade do México, México 2019/2020; Museo Regional de Queretaro – INAH, Queretaro, México 2020;  Livro ”ANONYMOUS – Children of God” Museu Soumaya, Cidade do México, México.

A EXPOSIÇÃO

No Omo Valley, região na Etiópia conhecida por sua cultura e diversidade, existem 46 grupos étnicos e tribos que incluem os Benna, Ari, Mursi, Bume, Kari, Tsemay, Konso, Hammer, Dassecnech e Borenna. Suas vidas são pouco afetadas pelo mundo exterior, e o que eles necessitam para subsistir é extraído da natureza.

O berço do mundo foi sendo esculpido na minha vida, e explodiu minha imaginação. ORIGEM extraiu em mim o melhor da beleza das raças.

“Não há povo que não acredite na existência de um ser superior, que governa o universo e é o autor e a origem de todas as coisas.. (Florentino Ameghino)

ORIGEM me faz ver, no etíope, parte da criação com representatividade muito maior do que tudo o que a humanidade tem feito e construído nos últimos séculos. Sempre que fecho os olhos, os etíopes surgem, inusitadamente em minha mente, e inundam meu coração. E o que de fato desejo é eternizar as histórias de cada um desses seres.

INFORMAÇÕES

PROJEÇÃO OFICIAL:

DATA DA PROJEÇÃO: 29 de Maio
HORÁRIO DA PROJEÇÃO: 20:00 ás 20:15

LOCAIS DAS PROJEÇÕES:

1 – MUSEU DE ARTE SACRA
Av. Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo | SP

2 – MINHOCÃO
Elevado Presidente João Goulart – Santa Cecília, São Paulo | SP

GABRIEL WICKBOLD | I AM LIGHT | 29MAI

Gabriel Wickbold
Rio de Janeiro, RJ, 1984

O fotógrafo Gabriel Wickbold conheceu o mundo da arte aos 12 anos, quando escreveu e publicou um livro de poesias, resultado do seu primeiro processo de observação. Após a iniciação na poesia, trilhou para a música, onde permaneceu por dez anos: aprendeu a tocar diferentes instrumentos, formou algumas bandas, montou um estúdio, uma gravadora e uma produtora. Mas foi mais tarde, na fotografia, onde encontrou sua verdadeira vocação artística e é, hoje, um dos mais celebrados fotógrafos brasileiros da nova geração, com seu trabalho reconhecido e aclamado no Brasil e no exterior.

Iniciou sua trajetória na profissão em 2006, quando resolveu partir para uma expedição que tornou-se mais tarde sua primeira série de fotografias: Brasileiros. Percorreu por 45 dias o Rio São Francisco, da nascente até a foz, fotografando a comunidade ribeirinha que vive na região. Voltou com 10 mil imagens desses personagens e, então, se estabeleceu como fotógrafo de moda e publicidade.

Já familiarizado com estúdios de fotografia, produziu em 2008 a série Sexual Colors, a partir da demanda de celebridades que o procuravam a fim de ter sua imagem reproduzida por meio do olhar e técnica do artista.  Recorrendo ao uso da luz e das texturas, usou tintas sobre o corpo nu de artistas e modelos transformando-os em telas. Em 2012, Naïve explorou a relação homem-natureza com mostras também no Brasil e no exterior. Na série Sans Tache, de 2014, o fotógrafo provoca uma crítica à relação do homem com o envelhecimento, propondo buscar a beleza nas marcas da pele e questionando o uso excessivo de recursos de computação para manipular uma estética inatingível. Em I am online, de 2016, busca discutir o sufocamento causado pela internet e as máscaras que criamos para sobreviver nas diversas redes sociais.

As séries autorais de Wickbold são construídas acerca de uma narrativa que quer provocar no espectador uma temática contemporânea. “As minhas exposições retratam, geralmente, uma imagem muito popular e fácil de seduzir, mas o texto vem de uma forma muito forte para causar o impacto que essa imagem precisa passar”, afirma Wickbold. O fotógrafo busca inspirações no ser humano contemporâneo e em questões do cotidiano como sustentabilidade, envelhecimento, tecnologia, sexualidade e outros.

Sem se deixar estagnar com a aceitação de sua obra, Gabriel seguiu se desafiando a expressar por meio da complexidade da imagem. Com efeito visual de alta performance, suas fotografias são carregadas de temáticas e questionamentos e, mais do que isso: brincam com o limite entre fantasia e realidade de um jeito tão autoral que virou assinatura.

A EXPOSIÇÃO

Na série “I am light”, Gabriel Wickbold mostra que o ser humano é luz e é do seu interior que parte um universo infinito de possibilidades. Gosta de ousar, de criar, de inspirar e de mostrar novos caminhos usando a tecnologia como ferramenta para compor uma obra de arte. Nesse projeto, utiliza técnicas para representar a iluminação espiritual, com os modelos cobertos de glitter desenhando no ar. Nas palavras do artista: “Foi quase como uma leitura de aura que, vista através da câmera, emana energia vital e revela o que cada ser tem dentro de si, um brilho próprio que precisa para alcançar seu propósito de vida. Nós estamos sempre em evolução.”

INFORMAÇÕES

PROJEÇÃO OFICIAL:

DATA DA PROJEÇÃO: 29 de Maio
HORÁRIO DA PROJEÇÃO: 20:00 ás 20:15

LOCAL DA PROJEÇÃO:

1 – HOSPITAL SÃO PAULO
R. Napoleão de Barros, 715 – Vila Clementino, São Paulo – SP

PRÓXIMAS EXPOSIÇÕES

MARIO CRAVO NETO | LARÓYÊ

Mario Cravo Neto
Salvador, BA, 1947 – 2009

Mario Cravo Neto, aos 17 anos, muda-se para a Alemanha, quando seu pai, o escultor Mario Cravo Jr., participa do programa Artists in Residence, em Berlim. É naquele período que Cravo Neto dá início as suas experiências com escultura e fotografia. No ano de 1965 retorna ao Brasil, é premiado na I Bienal de Artes Plásticas da Bahia e, ainda naquele ano, faz sua primeira exposição individual. Entre 1968 e 1970, vive em Nova Iorque, onde estuda na Art Student League, sob a orientação do artista plástico Jack Krueger, um dos precursores da arte conceitual. Em 1970 publica sua primeira fotografia fora do Brasil no catálogo da exposição Information, Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Ainda em Nova Iorque produz a série de fotografias em cores intitulada On the Subway, publicada na revista Camara 35, e fotografias em preto-e-branco que abordam o aspecto da solidão humana na grande metrópole. É em seu estúdio no Soho que desenvolve, paralelamente à fotografia, as esculturas em acrílico baseadas no processo do “terrarium”, envolvendo o crescimento de plantas vivas em ambientes fechados. Na XI Bienal Internacional de São Paulo, em 1971, em sala especial, apresenta pela primeira vez a instalação das esculturas vivas produzidas em Nova York e recebe o Prêmio de Escultura Governador do Estado de São Paulo. Durante os anos de 1971 a 1974, dedica-se à criação de projetos “em sítio” (land art), interferindo diretamente na natureza do sertão baiano e no perímetro urbano de sua cidade natal. A documentação sistemática desses trabalhos lhe proporciona intimidade com a linguagem cinematográfica. É nesse contexto que realiza diversos curtas-metragens e que, em 1976, recebe o Prêmio Nacional da Embrafilme, pela direção de fotografia do longa-metragem Ubirajara, do diretor André Luis Oliveira. Em razão de um acidente automobilístico, em 31 de março de 1975, é forçado a permanecer com ambas as pernas imobilizadas por um ano. Esta circunstância, porém, não interrompe sua produção. Nesse período trabalha em maquetes de seus projetos tridimensionais e volta a sua atenção para o retrato em estúdio, para a apropriação de objetos e para a utilização desses objetos em suas instalações e nas composições das fotografias. Surge assim um trabalho único, autoral, no qual Cravo Neto cria, a partir da integração que promove entre personagem e objeto, o que podemos chamar de fotografias-esculturas em preto-e-branco. São dessa fase o Ninho de Fiberglass, 1977, e Câmaras Queimadas, 1977, criações emblemáticas, expostas respectivamente nas XIV e XVII Bienal Internacional de São Paulo. Essas obras são mais tarde comentadas por Edward Leffingwell, no prefácio do livro The Ethernal Now, 2002, a mais completa monografia de Mário Cravo Neto, contendo 136 fotografias em preto-e-branco em estúdio. Nas palavras de Lefingwell, “o elo principal dentre os projetos citados, as instalações que se seguiram e as fotografias que o tornaram conhecido, foi a apresentação de um translúcido ninho feito com filamentos de fiberglass, catados por algum arquiteto desconhecido: uma ave da vizinhança de seu estúdio na Cidade do Salvador.”

Mesmo antes da publicação do The Eternal Now, as fotografias em preto-e-branco são amplamente mostradas em diversas exposições e editadas em vários livros e catálogos. Das várias exposições, destacam-se: em 1988, Pallazo Fortuny, Veneza; em 1992, Witkin Gallery, Nova Iorque e Houston FotoFest, Houston; em 1995, Museu de Arte de São Paulo, São Paulo; em 1998, Fahey Klein Gallery, Los Angeles e Photo España, Real Jardín Botânico de Madrid, quando o artista mostrou impressões fotográficas em grande formato, expostas ao ar livre.

Em 1994 publica Mario Cravo Neto, Edition Stemmle, Zürich, que acompanha uma exposição individual no Frankfurter Kunstverein, Frankfurt, com curadoria e edição de Peter Weiermair, sendo seu primeiro livro com fotografias em preto-e-branco editado fora do Brasil. No ano de 2000 viaja à Dinamarca a convite de Tove Thage, diretora do Nationalhistoriske Museum på Frederiksborg, Hillerød, para fotografar os mais importantes coreógrafos e bailarinos do Danish Royal Ballet e realizar uma exposição no mesmo museu. Simultaneamente à produção em estúdio, Cravo Neto vive e retrata em cores sua cidade, Salvador, terra do sangue misturado, onde convivem santos católicos e deuses da África — a cidade do São Salvador da Baía de Todos os Santos — território único e farto que instiga o artista e é tema de sete dos seus livros, publicados entre 1980 e 2000. Desses livros, os mais significativos são: Cravo, Áries Editora, 1983, “Mario Cravo Júnior visto por Mario Cravo Neto representa uma realização plástica e interpretativa das mais sensíveis como livro de fotografia de esculturas.” (MCJ); EXVOTO, Áries Editora, Salvador, 1986, livro que retrata os ex-votos do sertão baiano, objetos oferecidos aos santos em gratidão a graças alcançadas; Salvador, Áries Editora, Salvador, 1999, íntimo retrato de sua cidade e Laroyé, Áries Editora, Salvador, 2000, onde Esú é o cenário encarnado nos corpos em movimento, livro oferenda ao polêmico personagem mítico da cultura africana. “Esú, baía do corpo, navio solitário, atracado em todos nós.” (MCN)

Algumas viagens marcam especialmente a produção de Cravo Neto, seja de maneira objetiva, gerando um livro ou uma mostra, seja de maneira subjetiva, fazendo conexões entre os mundos interior e exterior, fronteira que não se estabelece no seu trabalho. A experiência de um mês a bordo de um navio-hospital da Marinha do Brasil no rio Solimões, Amazônia em 1990, ou mesmo a ida a Luanda, Angola, para produzir as fotografias do livro Angola e a Expressão da sua Cultura Material, FEO, Salvador, 1991, que lhe pôs em contato com o acervo do Museu Nacional de Antropologia de Angola, certamente fazem parte do percurso que o leva, em 1998, ao interior dos terreiros. É a partir desse ano que Cravo Neto se aproxima do culto afro-baiano e, por sete anos consecutivos, se dedica a fotografar e gravar em vídeo a vida e os rituais do culto, em especial do terreiro Ilé Àse Ópó Aganju. Dessa fase o artista publica três livros, em todos fazendo uso da composição mista de imagens em cor e em preto-e-branco para abordar, com a densidade de um iniciado, a religiosidade afro-baiana. Em 2003, apresenta a instalação e o livro Na Terra Sob Meus Pés, CCBB — Rio de Janeiro, com curadoria de Ligia Canongia. Trance-Territories, Verlag Das Wunderhorn Heidelberg, 2004, livro e instalação integram a mostra Black Gods in Exile de Pierre Verger no Dahlen Ethnologisches Museum, Berlin, curadoria de Michael Toss. E o seu mais recente livro, O Tigre do Dahomey – A Serpente de Whydah, Áries Editora, Salvador, 2004, editado por ocasião da mostra de inauguração do novo espaço da Paulo Darzé Galeria de Arte, Salvador, e posteriormente exibido no Museu Afro-Brasil, São Paulo, em 2005. “Viver é sentir-se perdido”, pensamento de Soren Kierkegaard, foi certamente o sentimento dos que visitaram a videoinstalação Somewhere Over The Rainbow — La Mer, 2005, com curadoria de Solange Farkas, que consistia de imagens das águas do mar projetadas nas paredes dos 400m2 da sala principal do Museu de Arte Moderna da Bahia, antigo engenho de açúcar do século XVI, construído por escravos negros em cima da Baía de Todos os Santos. Transitando em águas profundas do mundo criativo, do inconsciente, Mario Cravo Neto produz uma obra e expressa a cultura de sua terra. Este texto é apenas uma tentativa de síntese dessa impressionante produção que, até o presente, gerou a edição de 14 livros em diversos países; inúmeras matérias em jornais e revistas; mostras individuais e coletivas no Brasil e no exterior; nove prêmios; a participação em coleções de diversos museus; fazendo deste artista referência em dezenas de publicações sobre fotografia.

Mario Cravo Neto faleceu em 9 de agosto de 2009. Sua obra e gestão de seus direitos é feito pelo Instituto que leva seu nome.

A EXPOSIÇÃO

A palavra, grafada em português como laroiê, pertence ao vocabulário africano iorubá e é usada para saudar exu, mensageiro dos orixás, descrito como gênio vaidoso, fálico e irascível.
Dito desse modo, pode parecer que a série contém imagens em cores dos rituais que se desenvolvem nos terreiros de candomblé.
Na verdade, elas foram obtidas nas ruas, nas praças e nas praias da Bahia, que se transformaram em um imenso terreiro, onde Cravo se embrenhou para saudar o povo baiano como um emissário de exu, uma ponte entre o homem comum e a entidade.
“No momento de cada foto, me considero em estado de transe de possessão, em que renascem os indivíduos supra-humanos”, dizia o artista.
Cravo construiu o trabalho pontuando suas impressões sobre o cotidiano baiano. É difícil desvincular as imagens daquelas produzidas em preto-e-branco por Cravo, nos anos 90. Sobretudo as que apresentam os negros de dorso nu, carregados das simbologias afro-brasileiras.
Por outro lado, há nelas uma forte presença do etnólogo Pierre Verger (1902-1996), que fotografou os negros da África e da Bahia e estudou suas correlações étnicas. Foi também emissário entre dois mundos, tornando-se babalaô. Mas Cravo foi mais ousado que o mestre Verger. Suas imagens articulam configurações terrificantes, com a finalidade de tornar visível a entidade invisível que está sendo saudada.

INFORMAÇÕES

EM BREVE MAIS INFORMAÇÕES

JULIO BITTENCOURT | RAMOS

Julio Bittencourt
São Paulo, SP, 1980

Julio Bittencourt cresceu entre São Paulo e Nova York. Seu principal interesse reside na relação entre as pessoas e o meio ambiente em suas várias formas e contextos. Seus trabalhos foram exibidos em museus, galerias e festivais em vários países e publicado em revistas como Foam, GEO, Stern, TIME, Le Monde, The Wall Street Journal, C Photo, The Guardian, The New Yorker, Financial Times, Los Angeles Times, The Huffington Post, entre outros. Bittencourt é o autor de onze livros e você encontra todos aqui.

A EXPOSIÇÃO

A série Ramos é o resultado de quatro verões que o fotógrafo Julio Bittencourt passou no Rio de Janeiro, registrando os banhistas que frequentam o Piscinão de Ramos.

Um retrato singular desse espaço inusitado onde a população desfruta de momentos de prazer e ao mesmo tempo lida com problemas como violência e poluição.

“(…)Estamos na praia de Ramos, com um único coqueirinho dando sombra e o resto é aquela disposição de sol de deserto, o clichê solto da canícula africana e a delícia de aproveitar a brasa, passar um creme branco na pele e descolorir os pelos do corpo para, se Deus quiser, aquela pessoa especial olhar e dizer “ficou maneiro”.

Viva o paraíso sem photoshop da barriga estufada de chope, da bicicleta sem marcha, do sujeito “enfarofado” e do biquíni usado desde o verão do início do milênio. Aqui é o bicho solto, o vale o que está escrito e o ninguém tem nada a ver com isso. Os fortões levantam peso com halteres improvisados e depois, desgastados pelo exercício fisico, recuperam as energias com um prato cheio, uma mistureba onde se percebem uns nacos de cebola, uma carne de gato, uma farofada, um tomate, e o resto é improvisação gastronômica de um chef que não tem nada a declarar sobre o cordon bleu. Ele é Flamengo, tem uma nega chamada Teresa e essa deusa é justamente aquela ali de bunda mais arredondada, a cachorra funkeira de fio-dental bem entrado nas partes, e conversando com o cara de sunga branca. Esta é a praia de Ramos, freqüentada pelas normalistas do Carmela Dutra, os bicheiros do Complexo do Alemão, os pagodeiros do Cacique de Ramos, os reservas do Olaria, os batuqueiros do Afroreggae e mais toda a mítica galera do subúrbio carioca. É a única praia da cidade de onde não se vê o Corcovado, o Redentor, que lindo. No máximo, logo em frente, esta a Igreja de Nossa Senhora da Penha e ela, mesmo sabendo que os banhistas preferem a guarda de Iemanjá, a todos abençoa e esparge gota de fé, a única água limpa da área.

(…..) Vida real em estado bruto, a areia suja que continua a Avenida Brasil e não há truque de laboratório que retoque. É tudo como está nas fotos, sem talco jogado na lente para suavizar o mundo, pois glamour é justamente o das carnes marcadas pela vida e a disposição de ser feliz de qualquer jeito. A vida sem retoques, sem bloqueador solar e guarda-sol alugado.”

Joaquim Ferreira dos Santos

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CHRISTIAN CRAVO | ÁFRICA

Christian Cravo
Salvador, BA, 1974

Filho de mãe dinamarquesa e de pai brasileiro, Christian Cravo foi criado num ambiente artístico na cidade de Salvador, Bahia.

Foi introduzido no mundo das artes desde uma idade tenra. No entanto, só começou suas experiências com a técnica fotográfica aos onze anos de idade, enquanto morava na Dinamarca, lugar onde passou toda sua adolescência.

Em 1993, interrompe suas pesquisas fotográficas para cumprir o serviço militar nas forças armadas dinamarquesas. Com vinte e dois anos, volta ao Brasil sua terra natal, quando começa a ficar profundamente entrosado com a máquina fotográfica.

Ao longo dos últimos vinte anos, Christian conseguiu ver seu trabalho reconhecido, não apenas no nível nacional, mas também internacionalmente, por meio de exposições no Museu de Arte Moderna da Bahia, no Throckmorton Fine Art em Nova Iorque, na Billedhusets Galeri em Copenhague, no Ministério da Cultura em Brasília, Instituto Tomie Ohtake e Museu Afro Brasil, ambos em São Paulo e em exposições coletivas como na Witkin Gallery em Nova Iorque, na S.F. Camera Works Gallery na Califórnia, na bienal Fotofest em Houston e no Palais de Tokyo em Paris.

Recebeu prêmios do Museu de Arte Moderna da Bahia, e do Mother Jones International Fund for Documentary Photography. Além de bolsas de pesquisa da Fundação Vitae e da Fundação John Simon Guggenheim para sua pesquisa sobre a água e a fé. Em 2016 foi premiado pela APCA (associação Paulista de Críticos de Arte) pela melhor exposição fotográfica de 2015.

Já foi indicado para prêmios internacionais como o Paul Huff (Holanda 2007) e o Prix Pictet ( Suiça/Reino Unido, 2008 e 2015 e 2016).

Seu primeiro livro “Irredentos” foi publicado em 2000 e em 2005 e seu segundo livro “Roma noire, ville métisse” foi publicado em Paris, por Autrement. Outros livros de sua autoria são: “Nos Jardins do Éden” 2010, “Exú Iluminado” 2012, “CHRISTIAN CRAVO”, editado pela prestigiada editora Cosac & Naify em 2014 e “MARIANA” 2016.

Atualmente vive em São Paulo, é casado e pai de três filhas.

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ANDREA FIAMENGHI | RETORNO AO SAGRADO

Andrea Fiamenghi
São Paulo, SP

Andrea Fiamenghi mudou para a Bahia aos quatro anos de idade e, em 2019, retornou às suas origens paulistanas. Começou sua história com a fotografia em 2002.

Em 2004 fez a sua primeira mostra individual na Sala de Arte do Bahiano de Tênis. Em 2012, expôs em São Paulo “Salve babá, salve odoyá, festa de santo na Bahia“. Lançou o livro Paredes Planas que uniu os poemas de Claudius Portugal e as fotografias de Andrea. Em 2016 expôs “Armadilha das nuvens” primeiro em Salvador na galeria do ACBEU e posteriormente na Galeria da Livraria Cultura em São Paulo.  Ainda em 2016, suas obras entraram para a coleção do Museu Nacional da Cultural Afro-Brasileira. Fez um workshop em Aveiro, Portugal, para se especializar em impressões de platinotipia. Em agosto de 2017 foi capa da revista da Livraria Cultura. Participou da exposição “Olhares Revelados” no Museu Afro Brasil, SP e hoje faz parte do acervo permanente do museu. Sua exposição mais recente foi “Procelária” em parceria com Eide Feldon na galeria Federson em Paris (2019).

As obras de Andrea Fiamenghi criam uma experiência reflexiva e filosófica, tendo como principais temas a natureza, o mar e o candomblé da Bahia. O seu olhar fotográfico encantador capta vida tanto na natureza quanto na cultura.

A EXPOSIÇÃO

A série “Retorno ao Sagrado” invoca o frescor da natureza. Segundo a artista:  “Somos natureza e fazemos parte dela. Sentimento oceânico de eternidade. Carregamos sua imensidão em cada célula. Somos infinitamente filhos dela.”

Com a sua arte, nos convida a uma trégua das convulsões sociais e convoca a uma reflexão sobre a ecologia. Uma forma de ver o universo vivificado e sagrado. Estamos acostumados com a cobrança humana, produtividade sem fim exigente de um alto consumo sacrificando a nossa saúde e a saúde da terra, nosso bem mais precioso.

Seu intuito é de com essas imagens de fogo, flores, folhas, sol, cachoeiras e rituais, as forças da natureza, invocar a cura dos nossos sentimentos e promover a contemplação sobre o belo.

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FABIANE ALEIXO | FACES DO PROGRESSO

Fabiane Aleixo
Belo Horizonte, BH, 174

Formou-se na Pontifícia Universidade Católica no Rio de Janeiro em Ciências Econômicas e Direito, onde trabalhou por anos atuando nas áreas do direito tributário e internacional. Desde a infância tem a fotografia como uma forma de expressão natural de seu imaginário. Há cerca de dez anos, decidiu dedicar-se à construção plástica e visual das imagens que emergem de seu inconsciente.

A humanidade é a matéria prima. O entendimento não se dá pelo inventário de grupos diversos, tampouco pelas relações entre seres, mas pelo mergulho na condição de isolamento em que a existência confina cada indivíduo. As pessoas retratadas estão imersas em alguma atividade ou são surpreendidas em um momento de devaneio, numa breve tentativa de fugir ao labor intrínseco a vida. Cada uma dessas pessoas representa a verdade de todos, uma verdade de difícil aceitação. Nada é mais humano do que esconder a verdade de si mesmo. Da verdade não se escapa, mesmo que seja preciso disfarçá-la.

A EXPOSIÇÃO

“Faces do Progresso” nasceu da pesquisa da artista sobre os modos de viver, distintos, em vários lugares do Brasil. Sua intenção é buscar, na expressão facial e corporal dos personagens, suas expectativas em relação à realidade que vivenciam hoje que, em muitos aspectos, permanece inalterada há décadas. A serie retrata a pluralidade de um povo chamado brasileiro. Os olhares escondem alegria e tristezas que aspiram múltiplas esperança.

Segundo a artista: “Despiu-se as máscaras, os corpos em movimento, de sonhos contando vontades. Seria o progresso uma promessa não cumprida ou somente um sonho irrealizável?”

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